HOMENAGEM AO GÊNERO
FEMININO
Hoje a homenagem é previamente dirigida ao gênero feminino que, se
inaugura, pela necessidade de ser feita justiça até na forma com que estes
textos são publicados, os que contém erros não são revisados por minhas fiscais
mais próximas, minha mulher e minhas filhas, figuras das quais, por intermédio
delas homenageio as demais mulheres, a principiar pelas famílias as mais
distantes, que sempre seguem em importância única no caminhar da humanidade,
então, como hoje quero fazer a homenagem, não conterá revisão.
Esta importância no desenvolvimento social, da qual vou me concentrar
para homenagear o gênero feminino, ganha destaques em diversos aspectos de seu
psique comum, e, vai até atitudes singulares que, por vezes até sequer foram
notadas ou notabilizadas, mas aos eventos da história ganham peso e forma.
O destaque do psique comum diz respeito a atitude de disposição
singular de amor doação incondicional cantado em verso e prosa, e, do qual, uma
atitude isolada merece ser relatada para melhor ilustrar meu ponto de vista.
D. C, como não pedi autorização, nem pediria porque não quero fazer
apologia de dona C., nem para aumentar, nem para diminuir, porque sendo
guerreira como qualquer mulher, a virtude comum notabilizada por seu gesto de
amor doação incondicional é que vou transformar e render homenagem as demais
mulheres.
Então, como ia dizendo, Dona C., senhora com idade avançada, tendo
espírito caritativo próprio, apesar de sua rotina diária ser desgastante e com
pouco tempo (características comuns sempre presentes ao gênero feminino e que
precisam ser elevadas), encontrou tempo para adotar criança apesar de viver
sozinha e, no ramo de limpeza com dois empregos, como diarista de empresas,
lidando com muita água que lhe rendem muita dor nas “juntas”, encontrou no
momento em que viu a criança abandonada, o olhar pidão e carente a necessidade
de tomar providência por si, sem esperar pelos outros adotou o menino que
passou a dar amor, carinho e educação.
Num dado momento, na escolha, devido a diferença de idade entre os pais
de colegas, estes chegam para seu filho e perguntam que era aquela “velha” que
lhe buscava, posto que nunca tinham visto sua “mãe”, do que o menino inocente
disse que era sua mãe, e, por resposta imediata foi de todos os colegas zombado
ficando triste com a atitude dos colegas.
Quando chegaram em casa, o menino disse a mãe que imediatamente se pôs
a chorar, e, como atitude de amor doação incondicional, preocupada com o futuro
e formação da criança, perguntou ao menino se gostaria de ter uma outra mãe
mais nova porque ela encontraria para ele se sentir melhor com os amiguinhos,
do que teve a resposta do menino de que a Senhora C. era sua mãe e não tinha
motivo para trocar de mãe, e, se os amiguinhos não gostassem ou gozassem o azar
era deles.
Esta atitude amor doação incondicional é traço comum do gênero
feminino, e, a criança, toda vez que encontro guarda sorriso próprio de quem
está sendo bem cuidado, porque tem a segurança de sua mãe o ama e respeita
incondicionalmente, ao ponto de entender que seu papel, apesar de todo o
esforço, preocupação, cansaço e responsabilidade é de coadjuvante, e, vai haver
o momento em que, o menino precisará seguir seu curso, seu rumo na vida, e, com
a mãe não poderá mais contar com a presença imediata, mas terá a certeza do
amor a distância que tudo constrói e, em nada se cansa.
Desta elevo, o próprio Cristo, em duas atitudes mais populares, a boda
de Caná e no episódio em que seus parentes forçaram Maria a dissuadir Jesus de
seu missão, ao par do fato de não dizer não aos parentes, soube respeitar e
aceitar o não de seu filho, mas se preparou para os eventos que se sucederam no
milagre da transformação da água em vinho, e, do banquete que antecedeu ao
julgamento que culminou não com a morte, mas com a ressurreição que foram as
crenças das quais Nossa Senhora se afeiçou e se devotou, o sentido de vida que
realmente transforma as demais vidas, o resto é alegoria, parabéns a todo o
gênero por esta energia transformadora e generosa, feliz dia internacional das
mulheres (antecipado do dia 08 – não sei guardar presente para o dia, desculpem), um dia que na verdade são todos.
Hélio Barreto